Agenda das Celebrações de Dezembro

Orientações:

– Por isso, peço às equipes de Liturgia, canto, ornamentação e os próprios representantes das comunidades:

ATENÇÃO para celebrarmos bem! – Um acontecimento assim tão marcante deve ser muito bem celebrado.

Por isso, venho, através desta, recordar e complementar algumas orientações e sugestões litúrgicas e pastorais para este tempo tão especial: “O tempo do Advento possui dupla característica: sendo um tempo de preparação para as solenidades do Natal, em que se comemora a primeira vinda do Filho de Deus entre os homens, é também um tempo em que, por meio desta lembrança, voltam-se os corações para a expectativa da segunda vinda do Cristo no fim dos tempos. Por este duplo motivo, o tempo do Advento se apresenta como um tempo de piedosa e alegre expectativa”. O espaço da celebração deve estar despojado e sóbrio. Um tronco com um broto ou um galho seco com uma flor lilás (pode ser uma orquídea) ajuda a simbolizar o sentido da espera. Lembrar que a cor litúrgica é a lilás ou a cor rosada, mais relacionada com a piedosa e a alegre esperança própria desse tempo, diferente do roxo da quaresma. Lembro que durante o Advento não se usam flores nem se canta o Glória, pois ficam reservados para as Festas do Natal do Senhor.

– Preparemos em nossas comunidades, próxima a mesa da Palavra, a coroa do Advento, com ramos verdes, enfeitada com fitas coloridas e, a cada domingo, introduzir uma vela até completar quatro, no final do Advento. As velas vão sendo acesas, gradativamente, nas quatro semanas do Advento: no primeiro domingo, uma; no segundo, duas; no terceiro, três; e no quarto, todas. As velas: uma verde (esperança), outra roxa (penitência), outra rosa (alegria) e outra branca (paz).

– No primeiro domingo do Advento, permite-se abençoar a coroa do Advento. Pode ser no início da celebração, ou depois da saudação antes do Ato Penitencial, com a seguinte oração: “Senhor, nosso Deus, a terra se alegra nestes dias, e vossa Igreja exulta diante do vosso Filho que vem como Luz esplendorosa para iluminar os que jazem nas trevas da ignorância, da dor e do pecado. Cheio de esperança em sua vinda, o vosso povo preparou esta coroa com ramos verdes e a adornou com luzes. À medida que as velas desta coroa forem sendo acesas, iluminai-nos, Senhor, com esplendor daquele que, por ser Luz do mundo, iluminará toda a escuridão. Por Cristo, Nosso Senhor. AMÉM!”

– O tempo do Advento é marcado de grande riqueza espiritual, alimentando a esperança dos cristãos. Para aproveitar bem toda a sua riqueza, convém que se cuide com maior carinho dos detalhes externos deste tempo (cantos, espaço litúrgico, os diferentes enfoques das leituras e das orações, principalmente dos Prefácios).

– O tempo do Advento é próprio para um “balanço” da caminhada cristã, pessoal e comunitária, em direção ao Reino definitivo. Por isso, trata-se de um tempo muito adequado para a celebração do Sacramento da Penitência, acompanhada da confissão sacramental.

– Nos últimos anos, muitas comunidades eclesiais, influenciada pela onda consumista das festas natalinas e de final de ano, estão assumindo o costume de enfeitar suas igrejas bem antes de o Natal chegar. Em pleno tempo do Advento, que é “um tempo de piedosa e alegre expectativa”, ornamentam suas igrejas com flores, pisca-pisca, árvore de Natal e outros motivos natalinos, como se já fosse o Natal. Não fica bem! Não se influencie pelos símbolos consumistas da nossa sociedade. Evite-se enfeitar a igreja com motivos natalinos durante o Advento. Deixe o Advento ser Advento e o Natal ser Natal. Enfeites natalinos dentro da igreja só quando o Natal chegar. Então, sim! Com certeza, a festa será melhor! Sobretudo se houver na comunidade uma preparação espiritual adequada. A dinâmica própria da liturgia ajudará a ir preparando o espaço celebrativo. Isso não impede que a parte externa da Igreja seja ornamentada com símbolos e sinais natalinos.

– Os instrumentos musicais sejam usados com moderação, conveniente ao caráter próprio do tempo do Advento, de modo a não antecipar a plena alegria do Natal do Senhor. Neste período, vamos evitar o uso da bateria e outros instrumentos de percussão.

– O presépio poderá ser montado aos poucos, a cada semana, até o quarto domingo do Advento, ou então, a partir do dia 15 de dezembro (início da Novena de Natal). Que a cada domingo a comunidade visualize sinais da aproximação da chegada do Senhor, também por meio da arrumação do presépio. Que seja o quanto possível, expressão de nossa fé cristã e de nossa cultura. O presépio deve ser simples, bonito e de bom gosto, como foi simples e pobre a manjedoura onde Jesus nasceu.

– Convém lembrar a importância da novena de preparação para a celebração do Natal. Incentive-se para que, nestes dias grupos e famílias se reúnam para juntos ouvirem a Palavra de Deus, rezarem e, assim, à luz desta Palavra, da oração e da fé, estreitar os laços de amizade e solidariedade entre todos. Valorizar tempos de oração comunitária.

Desejo a todos, uma caminhada repleta de bênçãos e graças, por intercessão de São João Batista, nosso padroeiro.

Pe. Antônio Luiz Pazolini Pandolfi
Pároco